OPINIÃO - A administração pública, suas prioridades e o bem estar coletivo.

 
 
 
 
 
Esta semana  foi dado o ponta pé inicial nas obras de infraestrutura anunciadas pelo executivo municipal. As atividades iniciaram pela rua Serafim Dornelles Vargas, com o asfaltamento de cinco quadras daquela via. Em breve a empresa vencedora da licitação irá  asfaltar também a Bento Martins, localizada a oeste da General Marques. São duas ruas que depois de recuperadas irão  auxiliar em uma melhora sensivelmente nas condições de trafegabilidade, desafogando o trânsito na região central da cidade.
 
Por se tratar de uma das mais antigas cidades do estado, São Borja cresceu sem um planejamento adequado, com vias estreitas e as dificuldades naturais que se acumularam com o passar dos anos. Somente o tempo, as ideias, o acesso a recursos públicos, poderão minimizá-las.
 
As obras que recém se iniciaram e contemplarão, segundo o projeto, mais 30 quadras, farão com que o trânsito flua com mais naturalidade.
 
São Borja, com seus 62 mil habitantes, tem 34 mil veículos circulando o que convenhamos não é pouca coisa. A partir do asfaltamento da Venâncio Aires, da sua sequência em direção ao Cais do Porto, com  a Almirante Tamandaré (antiga Rua da Carroças), auxiliou, e muito, na ligação viária entre as regiões sul e norte da cidade, o Centro e o Passo. Mas há muito por fazer. Serão asfaltadas outras três quadras, sendo duas da Almirante Tamandaré e uma da Ângelo Proença Vicenti, no Bairro do Passo, “fechando” o anel de duas vias que ligam dois extremos da cidade.
 
Voltando ao asfaltamento da Serafim Vargas e Bento Martins, o projeto visa o obvio e mais do que necessário: retirar grande parte do transito da General Marques e da Cândido Falcão, ruas que não suportam mais o vai e vem diário e quase permanente de veículos.
 
Com o asfaltamento dessas vias, num futuro muito próximo será possível retirar também da região central da cidade os ônibus do transporte coletivo. Mas enquanto a  administração trabalha investindo na mobilidade urbana, tão necessária, vemos diariamente nas redes sociais, na própria Câmara de Vereadores, críticas infundadas, muitas vezes sem embasamento algum. Mas elas fazem parte de um sistema democrático.
 
Tudo isso está sendo possível graças a financiamento obtido junto ao Badesul no valor de R$ 5 milhões, para melhorias específicas da “mobilidade urbana”. Além das obras de infraestrutura, o município também está adquirindo máquinas para realizar de recuperação das estradas do interior, prioridade do governo de Eduardo Bonotto, uma vez que na medida em que iniciarem as atividades de plantio e posterior colheita de lavouras de verão, será preciso que as estradas ofereçam condições mínimas para o trânsito mais pesado, com caminhões carregados.
 
Mesmo assim ainda haverá muito por fazer, até por que o dinheiro é curto, segundo informações da prefeitura municipal, para o tamanho das necessidades. E também é preciso que sejamos justos. Não dá para fazer em pouco mais de dois anos, o que deixou de ser feito em doze.
 
OPINIÃO: Paulo Roberto Pires.